O
Instituto Vida Animal (IVA) de Montes Claros vem desenvolvendo um trabalho
afinco no sentido de coibir a violência contra os animais, principalmente
equinos. Segundo o presidente da entidade, Paulo Roberto de Oliveira, vem sendo
feito um trabalho de conscientização com os carroceiros da cidade, através de
palestras e orientações como lidar com o animal.
Ele lembra que recentemente a diretoria do IVA reunião com os carroceiros de
Montes Claros para discutir sobre as ações a serem implementadas neste ano pelo
órgão no município.
Um dos projetos a ser implantado foi elaborado pelo zootecnista Délcio César
Cordeiro Rocha, Prof. Dr. do Instituto de Ciências Agrárias da Universidade
Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenador do Grupo de estudos em Etologia e
Bem-Estar Animal- GEBEA. O projeto que tem como finalidade proteger os animais
de tração será desenvolvido em parceria entre o IVA, UFMG e os carroceiros.
De acordo com Paulo Roberto, o presente projeto visa o atendimento de
trabalhadores carroceiros, educando-os no manejo de seus animais, com enfoque
na vigilância da saúde animal.
Paulo Roberto explica que o "Projeto Carroceiro” é um projeto de extensão
que tem como objetivo a passagem de orientações e ensinamentos aos carroceiros
de Montes Claros a respeito do manejo higiênico, sanitário e nutricional de
seus animais de tração. Este projeto é desenvolvido pela Universidade Federal
de Minas Gerais (UFMG).
“O fato de os carroceiros trabalharem quase que diariamente com seus animais de
tração pode até fazer supor que tenham um conhecimento mínimo necessário para
cuidar adequadamente destes animais. Isto não corresponde à realidade”,
comenta, frisando que muitos baseiam os cuidados dispensados aos seus animais em
informações adquiridas através da própria experiência ou então conseguidas com
colegas de profissão.
Conforme ele, esta experiência ou as informações frequentemente são baseadas em
preconceitos, que resultam em manejos inadequados e até prejudiciais aos
equinos. “O baixo nível sócio-econômico dos carroceiros praticamente
impossibilita o acesso a uma assistência veterinária prestada por um
profissional autônomo, não apenas quando seus animais ficam doentes, mas também
para procurar orientações de como cuidar destes”, diz, destacando que uma
tentativa para solucionar esta dificuldade é uma "consulta" com um
balconista de loja de produtos agropecuários e/ou a "automedicação"
do equino.
Ele observa que a "consulta" com o balconista (vendedor, sem formação
veterinária ou farmacêutica), pode até ser gratuita, porém frequentemente
resulta em despesas, às vezes consideráveis, com medicamentos desnecessários
e/ou inadequados sem resolver o problema, ou até pior, resultando no
agravamento do quadro do animal.
Por: Giovanni Ribeiro - Repórter
Fonte: Jornal Gazeta Norte Mineira
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